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Professora

Me. Ana Paula Ducatti

Audiobook

Bem-vindo! Aqui vamos abordar as atuais diretrizes que orientam a atuação dos gestores deste século que procuram alinhar suas organizações com as demandas desta nova era. Mas antes disso, preciso relembrar  todo trajeto de evolução da gestão das empresas ao longo da história.

O século XX trouxe para o centro do debate internacional a questão ambiental e com isso a crescente conscientização das pessoas impôs uma reavaliação das práticas empresariais.

O consumidor atual é atraído por empresas que são comprometidas com o bem estar da comunidade, comprovado por ações de preservação do meio ambiente e práticas sociais. Muitas organizações já conseguiram encontrar novas formas de gestão apresentando formatos mais eficientes e lucrativos de fazer negócios neste novo contexto.

Evolução das Empresas

Em 1776, Adam Smith publicou sua obra, “Riqueza das Nações”, em que apresentava um modelo de gestão fragmentado em que cada funcionário se transformava em um especialista na sua função. Cem anos depois, Frederick Taylor, colocou em prática a visão de Adam Smith, revolucionando os moldes da administração no início do século XX. A regra de Taylor era aumentar exponencialmente a produtividade da empresa impondo aos funcionários uma rotina de tarefas sistemáticas e controladas do início ao fim.

Página inicial do primeiro volume da Riqueza das Nações

Fonte: Wikipedia.

Henry Ford seguiu à risca o ensinamentos de Taylor e lançou a primeira linha de montagem automatizada: uma longa esteira rolante em que cada funcionário era responsável por uma parte específica do processo de montagem dos carros.

No filme “Tempos Modernos”, Charlie Chaplin mostra a essência do trabalho humano nessa época de linha de montagem, que, por meio do humor, teceu ácidas críticas ao modelo de produção fordista.

Acesse o link:Disponível aqui

início do conecte-se

Este modelo de produção permitiu um aumento de oferta de carros, fazendo com que o preço dessa mercadoria reduzisse, tornando-os mais acessíveis. Desde então, o setor industrial não parou, pelo contrário, só avançou com a chegada de novas tecnologias que otimizam ainda mais o processo produtivo, fomentando um crescimento econômico sem precedentes.

As primeiras manifestações ambientais (que abordamos nas aulas 2 e 3) traziam a preocupação de que o meio ambiente não suportaria o aumento exponencial da atividade industrial dentro deste modelo de produção. E podemos ver que tais preocupações ainda são presentes na atualidade.

Todo esse contexto colaborou para criar um novo perfil de consumidor: clientes conscientes, cada vez mais expressivos, preocupados com a questão ambiental, dispostos a pagar mais por produtos ecologicamente corretos.

Nos Estados Unidos, a Dell Computers e a Silicon Valley Toxics Coalition trabalharam juntas na criação de um plano de reciclagem de lixo eletrônico. No Brasil, o Greenpeace convenceu companhias como a Bunge Alimentos a não comprar soja cultivada na Amazônia. No México, a DuPont trabalha com o World Resources Institute (WRI) para desenvolver produtos para a baixa renda.

início da abordagem prática

Assim, vimos que a preservação ambiental deixou de ser um problema e passou a ser uma vantagem competitiva. Empresas consideradas de sucesso hoje em dia conseguiram atrelar às suas estratégias uma forma de se relacionar positivamente com o meio ambiente.

As empresas não são mais como há 100 anos, quando nasceram as teorias clássicas de Taylor e Ford. Hoje em dia a capacidade de fazer uso inteligente da informação e criar ideias que acrescentam valor e aumentam a produtividade é o que importa. Hoje em dia “ganha destaque o posicionamento de áreas funcionais voltadas para o gerenciamento das questões de proteção ao meio ambiente e da responsabilidade social” (TACHIZAWA, 2010, p. 26).

início do para gabaritar

O gestor desta nova era será responsável por conciliar produtividade, competitividade e sustentabilidade. Não é uma tarefa fácil, mas a gestão da atualidade deve fazer escolhas compatíveis com a responsabilidade social e com o cuidado com o meio ambiente.

O Modelo de Empresas Sustentáveis

Basicamente, o modelo de uma empresa sustentável possui uma boa imagem tanto social como ambientalmente. Estou falando de uma empresa que consegue manter um relacionamento ético com seus colaboradores (salário compatível com a função, plano de carreira real, local de trabalho adequado, etc) e também com o meio ambiente. Não se deve abrir mão dessas condições em nome do lucro imediato.

Países com legislação trabalhista e ambiental flexível tende a abrir mão do modelo de empresa sustentável em nome do lucro imediato. Por exemplo, muitas empresas abriram fábricas na China com o atrativo da flexibilidade das leis e com isso obter um custo de produção mais baixo. Em consequência disso, o muitos chineses trabalhavam sem direitos mínimos, à mercê dos patrões. Em 2008, o governo chinês realizou uma reforma trabalhista, o que fez muitas empresas saírem da China e se fixarem na Índia e Vietnã.

Atualmente, o perfil do consumidor, e também de investidores, é mais consciente e repudia empresas envolvidas em situações como essa. Por isso, o modelo de empresas sustentáveis deve considerar os princípios da responsabilidade socioambiental: salário, segurança do trabalho e proteção ao meio ambiente.

Nesta aula estudamos:

  • Evolução das Empresas
  • O Modelo de Empresas Sustentáveis

Para complementar seus estudos, assista à videoaula a seguir:

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